Este ano, o foco da luta feminina será o empoderamento da mulher no esporte e na política. O tema foi pauta da reunião do Fórum Nacional de Instância de Mulheres de Partidos, promovida pelo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. O encontro aconteceu no Senado, nesta quarta-feira (2), e reuniu deputadas e senadoras, lideranças partidárias e de movimentos feministas.

"Temos travado um debate com todas as forças sobre a necessidade de superarmos o desequilíbrio gritante entre a representação das mulheres nos espaços de poder e seu real peso na sociedade. Este encontro foi muito produtivo, pois nos permite agir de forma suprapartidária para enfrentá-lo", aponta a procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). 

O debate não se furtou de abordar assuntos como a violência contra a mulher, o feminicídio e questões de gênero. Para a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), que já foi coordenadora da bancada feminina na Câmara, as bancadas femininas da Câmara e do Senado precisam fortalecer a luta pela garantia dos direitos das mulheres.

“É preciso que a nossa bancada (feminina) tenha uma pauta concentrada na aprovação do Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. A falta de recursos para o enfrentamento à violência contra a mulher é uma das nossas maiores dificuldades”, destaca.

A proposta (PL 7371/14, do Senado) visa fortalecer a aplicação da Lei Maria da Penha, mas emendas encabeçadas pela bancada fundamentalista podem desvirtuar finalidade do Fundo e têm inviabilizado sua votação na Câmara. Uma delas exige que os recursos não sejam usados para interrupções de gravidez, conforme o Código Penal Brasileiro autoriza.

“Isto não tem nada a ver: recursos para impedir ou ajudar os equipamentos que apoiam as mulheres vítimas de violência é uma coisa. A questão da interrupção da gravidez e direitos sexuais e reprodutivos é outra e está em outra legislação”, esclarece.  

*Com informações da assessoria da deputada Jô Moraes