Nesta terça-feira (7), líderes de partidos aliados e dirigentes partidários reafirmaram o apoio à presidenta Dilma Rousseff e a seu vice, Michel Temer. O bloco de sustentação do governo divulgou nota reforçando “seu profundo respeito à Constituição Federal e seu inarredável compromisso com a vontade popular expressa nas urnas e com a legalidade democrática”.

No texto, consta ainda que os aliados tomaram conhecimento das respostas às questões suscitadas sobre as contas de 2014 do governo federal. “À vista dos fundados argumentos técnicos e jurídicos apresentados ao Conselho Político, há plena convicção de que os argumentos serão acolhidos,” diz a nota.

O grupo também saudou a edição da Medida Provisória 680/15, que institui o Programa de Proteção ao Emprego, colaborando para a retomada do desenvolvimento econômico.

Após reunião com a presidenta sobre conjuntura política na segunda-feira (6), a líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (RJ), já havia manifestado repúdio às tentativas golpistas da oposição. “Sem nenhum fato, sem nenhuma base legal ou jurídica, a direita neoliberal, com o apoio de setores da Grande Mídia, na sua ambição de reaver o governo a qualquer preço, passou a pisotear em linha crescente a institucionalidade democrática. E nós vamos resistir!”

Conforme o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), vice-líder do governo na Câmara, o momento é de unidade na defesa do mandato da presidente. “No começo do ano, a tarefa política central era dar governabilidade a presidenta Dilma Rousseff. Agora, o foco deve ser a estabilidade institucional.”

No início da semana, o Secretariado Nacional do PCdoB divulgou nota que desmascara a falsidade dos argumentos golpistas e chama à mobilização em defesa do mandato constitucional de Dilma. “Se a oposição neoliberal ambiciona tornar-se governo em ‘breve’, como proclamou em tom de ameaça o presidente do PSDB, Aécio Neves, que enfrente as urnas em 2018 e não tente, 51 anos depois da imposição da ditadura militar, chegar ao governo pela via suja de um golpe”, destaca a nota.

Os movimentos sociais também estão combatendo ameaças à democracia. No dia 1º de julho, entidades da sociedade civil organizada e intelectuais lançaram manifesto onde apresentam sua contraposição a qualquer tentativa de quebra da estabilidade institucional no país. O documento rechaça manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e defende a democracia.