‘O Coiso’ aprofundará retirada de direitos, dizem comunistas

Brasília, quarta-feira, 10 de outubro de 2018 - 14:46

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‘O Coiso’ aprofundará retirada de direitos, dizem comunistas


Por: Marciele Brum

À frente da Bancada do PCdoB na Câmara, o deputado Orlando Silva (SP) alerta que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) quer radicalizar ainda mais a agenda ultraliberal do presidente ilegítimo Michel Temer.

Reprodução da internet

Passado o primeiro turno das eleições, os parlamentares do PCdoB definiram a estratégia de combate ao autoritarismo e ao fascismo no Brasil. Para o líder do partido na Câmara, Orlando Silva, o foco será demonstrar que “o Coiso” representa o desmonte ainda mais radical de políticas públicas destinadas ao povo, colocando em risco a própria democracia.

“Fiquei chocado ao ler o programa de governo de Bolsonaro. Ele quer criar uma nova carteira de trabalho. Agora, haverá a carteira azul com direitos reconhecidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e uma tal de carteira verde amarela, em que voluntariamente o trabalhador poderia abrir mão de seus direitos. Isso é assumir o compromisso com a precarização das relações trabalhistas num país marcado pelo desemprego e pelo trabalho informal”, avaliou Orlando Silva, ex-presidente da Comissão do Trabalho da Câmara.

E essas propostas são fórmulas antigas já rejeitadas pelos brasileiros em pleitos passados, garantiram os comunistas. Em discurso na tribuna da Câmara, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) lembrou que o candidato do PSL não é algo novo, mas sim um representante da velha política.

“Essa candidatura é uma farsa, um fake. Ele está há 30 anos fazendo política e quer se apresentar como novo. Os familiares dele são todos ricos, o que é decorrente da ação política. Bolsonaro não respeita a diversidade nacional e a Constituição. Até o dia 28, o brasileiro poderá fazer a comparação entre essas duas candidaturas e optar pela opção segura, democrática, que inclui todos os cidadãos. O povo não vai para uma aventura”, disse Daniel Almeida.

Já a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) destacou que o Brasil está dividido em torno de uma mitificação realizada entre o bem e o mal, os que apoiam ou não o PT. “Bolsonaro não é capaz de terminar uma frase sem agredir alguém. Tem um perfil psicológico complicado. A violência gera violência. O Brasil precisa de emprego com desenvolvimento. É um segundo turno entre a democracia e o fascismo”, relatou a parlamentar.

Na avaliação da vice-líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o quadro político atual é complexo. Apesar do desempenho de Bolsonaro, a esquerda saiu vitoriosa das eleições 2018, mesmo em meio à onda conservadora e antidemocrática.

“Ganharemos estas eleições com a bandeira da paz. A civilização vencerá a barbárie. Bolsonaro tem 7 mandatos e passou por diversos partidos. Está aqui dentro sempre votando contra os trabalhadores. Ele votou a favor de tudo que foi enviado pelo governo Temer até mesmo para rasgar a CLT. A sua campanha na rua é a da agressão e a do ódio”, denunciou Jandira Feghali.









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