Comunistas garantem auxílio maior para Brumadinho

Brasília, terça-feira, 4 de junho de 2019 - 21:42      |      Atualizado em: 5 de junho de 2019 - 11:1

TRAGÉDIA EM MINAS

Comunistas garantem auxílio maior para Brumadinho


Por: Marciele Brum

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira (4), destaque do PCdoB à Medida Provisória 875/19 que aumentou o valor do pagamento do auxílio emergencial às famílias atingidas pela tragédia de Brumadinho.

Reprodução da Internet

O governo de Jair Bolsonaro defendia o pagamento de R$ 600, em parcela única, por família atingida. Graças à iniciativa do PCdoB, o valor foi ampliado para um salário mínimo (R$ 998), por 12 meses. Após rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em janeiro deste ano, na cidade de Brumadinho (MG), 242 pessoas morreram; outras 28 continuam desaparecidas.

Coube ao deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) fazer a defesa da matéria, dizendo que o Congresso seria omisso se aprovasse a proposta nos moldes defendidos pelo Executivo.

“A minha fala é um apelo humanitário, porque Minas Gerais e o Brasil entraram em estado de choque com a tragédia de Brumadinho. Ano após ano, a Vale bate recorde de lucros. E o que o governo oferece é uma parcela única de R$ 600 de indenização. Isso é uma humilhação para as famílias que sofreram tanto perdendo seus entes queridos. O destaque do PCdoB eleva esse valor para garantir o mínimo de dignidade a essas famílias”, afirmou o parlamentar.

Vice-líder da Minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também defendeu as famílias das vítimas do desastre. “Essa tragédia foi desleixo e ganância de uma grande empresa, que foi privatizada no país. O Estado brasileiro tem responsabilidade sobre isso. Estamos discutindo o sofrimento das famílias. R$ 600 por família é inaceitável. Melhor não aprovar nada. Se o governo quer recuperar o dinheiro, melhor aplicar multa bilionária na Vale”, afirmou a parlamentar.

Outros deputados também consideraram um desrespeito dar R$ 600 a pessoas que ainda sofrem os prejuízos da catástrofe. “Dinheiro nenhum vai pagar a vida de mais de 300 famílias assassinadas pela Vale. Como o governo tem coragem de propor isso? Isso é esmola. A Vale e o governo podem pagar muito mais. Isso é uma vergonha. Isso não paga o aluguel nem a comida do mês”, relatou a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), vice-líder do partido na Casa.









Últimas notícias

Notícias relacionadas

Sobre nós
Contatos

Área Restrita
Login
Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, anexo II, sala T-12
Brasília-DF - 70160-900 - Telefone: 55 (61) 3215-9732
ascompcdobcd@gmail.com