Teto de gastos é bom para bancos, não para saúde, educação e geração de empregos, dizem deputadas

Brasília, quinta-feira, 13 de agosto de 2020 - 12:8

ECONOMIA

Teto de gastos é bom para bancos, não para saúde, educação e geração de empregos, dizem deputadas


Por: Da Redação

Para deputadas do PCdoB, Brasil vai, mais uma vez, na contramão do mundo e se ajoelha ao mercado financeiro, ao reafirmar compromisso com teto de gastos.

Reprodução da Internet
Na contramão do mundo, Bolsonaro defende teto de gastos

Em uma coletiva no começo da noite de quarta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reafirmaram compromisso com o respeito ao teto de gastos. A manifestação à imprensa aconteceu após uma reunião com ministros do governo.

Segundo Bolsonaro, no encontro as lideranças acordaram apoio ao respeito ao teto, às privatizações e ao encaminhamento da reforma administrativa. Bolsonaro, Maia e Alcolumbre, entretanto, não deram prazos e nem anunciaram novas ações para o trâmite das propostas.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) usou suas redes sociais para lamentar as declarações e defendeu a derrubada do teto de gastos. “Lamentável ver o governo e os presidentes da Câmara e do Senado defendendo o teto de gastos na Constituição. Parece que a pandemia não trouxe aprendizado para alguns líderes políticos deste país. Este teto pode ser bom para os bancos, mas não para a saúde, renda e geração de emprego. O teto precisa ser derrubado”, afirmou.

A líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), afirmou que Bolsonaro foi emparedado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que, um dia antes, expôs forte embate no governo entre sua política de austeridade fiscal e defensores dentro do governo de mais gastos públicos – ainda que isso significasse "furar o teto de gastos". Guedes também apontou o descontentamento de sua equipe econômica, que vem minguando pela morosidade do avanço da agenda privatista.

Para Perpétua, postura brasileira vai na contramão do mundo e se rende ao mercado financeiro.

“Guedes, em nome dos seus, emparedou Bolsonaro e mandou o recado dos banqueiros em alto e bom som: ameaçou impeachment, caso gastasse além do teto. Até a ausência dos ministros militares, defensores do investimento público, foi sentida na coletiva. As consequências da pandemia no mundo trouxeram milhares de mortes, desemprego, fechamento de empresas, recessão. Países da União Europeia e EUA estão apostando no investimento público. No Brasil, Bolsonaro vai na contramão, se ajoelha para Guedes e seus amigos do mercado financeiro”, disse.
 









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