Orlando Silva defende ampliar a desoneração da folha para mais setores

Brasília, quinta-feira, 5 de novembro de 2020 - 15:46

POLÍTICA

Orlando Silva defende ampliar a desoneração da folha para mais setores


Por: Iram Alfaia

Deputado defende “diminuir peso de impostos sobre produção e emprego e aumentar o peso de impostos sobre renda”.

Fernando Vivas/ Governo da Bahia
Indústria dos calçados foi uma das beneficiadas com a desoneração

Ao comemorar a derrubada do veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) defendeu ampliar o benefício para os demais ramos do setor produtivo. Para ele, o Parlamento tem a responsabilidade de avançar nessa pauta no próximo ano.

“Espero que durante o debate da reforma tributária nós possamos corrigir essa distorção, que é a tributação de quem contrata. Temos que diminuir o peso de impostos sobre produção e emprego e aumentar o peso de impostos sobre renda”, defendeu o deputado em entrevista ao jornal O Globo.

Autor da emenda que prorrogou a folha de pagamento, Orlando Silva disse que a medida teve como objetivo incentivar o emprego. “A implementação dessa lei significa uma medida prática para manter empregos nos setores econômicos que mais geram empregos”.

“Finalmente, a novela teve final feliz. Se arrastou por meses, mas teve final feliz. O governo errou, o presidente da República errou ao vetar o texto aprovado por consenso, e o Congresso acertou ao derrubar esse veto”, completou.

Sem a derrubada do veto, o parlamentar havia previsto que o desemprego atingiria setores econômicos que empregam milhões de brasileiros. Disse que seria um tombo próximos aos 10% das ocupações num momento em que, pela primeira vez, mais de metade da população economicamente ativa está sem trabalho.

Mesmo diante dessa situação dramática, ele lembrou que Bolsonaro vetou a prorrogação da desoneração e ainda promoveu corte de 50% no valor do auxílio emergencial de R$ 600 para desempregados sem direito ao seguro. “É um genocida”, protestou.

Com a desoneração, as empresas vão pagar alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. Pelas projeções do setor industrial, serão preservados 6 milhões de empregos.

Confira os 17 setores beneficiados:

Calçados
Call Center
Comunicação
Confecção/vestuário
Construção civil
Empresas de construção e obras de infraestrutura
Couro
Fabricação de veículos e carroçarias
Máquinas e equipamentos
Proteína animal
Têxtil
TI (Tecnologia da informação)
TIC (Tecnologia de comunicação)
Projeto de circuitos integrados
Transporte metroferroviário de passageiros
Transporte rodoviário coletivo
Transporte rodoviário de cargas









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