Deputados exaltam luta contra racismo

Brasília, quarta-feira, 3 de junho de 2020 - 16:54

PROTESTOS

Deputados exaltam luta contra racismo


Por: Da Redação

Manifestações ganharam as redes e as ruas no mundo desde o assassinato de George Floyd por um policial branco, em Minneapolis, nos Estados Unidos. Parlamentares destacaram a importância da luta contra o racismo no Brasil e no mundo.

Reprodução da Internet

Protestos contra o racismo estão ganhando o mundo desde o assassinato de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos, no dia 25 de maio, por um policial branco. Nem mesmo a pandemia de coronavírus impediu manifestantes em vários países de ganharem as ruas contra o racismo, a discriminação e o preconceito. No Brasil, os atos traziam a realidade local, com o elevado número de mortes de negros nas favelas, como a do jovem João Pedro, de 14 anos, assassinado em abril, em sua casa, durante operação policial no complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Além das ruas, as manifestações também tiveram reforço das redes sociais. Nesta terça-feira (2), internautas de todo o mundo também protestaram utilizando hashtags como #RacismoNão #VidasNegrasImportam e #BlackOutTuesday.

Em sua conta no Twitter, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) comentou os atos e afirmou que o povo se levantou para destruir o racismo. “Multidões nas ruas há uma semana nos EUA, exigindo justiça para George Floyd e que parem de nos matar. Agora, as ruas da França ficam pequenas para os protestos antirracistas. Nosso povo se levantou para destruir o racismo”, disse.

A líder da bancada do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), também se manifestou. “A cor da sua pele algum dia foi motivo para você ter medo? Se a resposta for “não”, saiba que esse medo é real para muita gente, ajude a combater o racismo. Se a reposta for “sim”, tenha certeza que estou nessa luta, bem do seu lado. Racistas não passarão! #VidasNegrasImportam”, afirmou a parlamentar em seu Twitter.

Na segunda-feira, o presidente americano Donald Trump chegou a dizer que era "um aliado das manifestações pacíficas", mas pediu que os estados endurecessem a força policial contra vândalos e ameaçou chamar Forças Armadas caso a violência continuasse no país. Ele ainda reforçou o pedido para que governadores e prefeitos convocassem a Guarda Nacional para conter tumultos.

O pedido, entretanto, recebeu rechaço de alguns políticos locais, como o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Os pedidos pela Guarda Nacional também foram rejeitados por governadores de estados como Illinois, Oregon e do próprio estado de Nova York. Governadores republicanos, como o de Maryland, apoiaram Trump.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) criticou o posicionamento do presidente norte-americano, que inspira as ações do mandatário brasileiro, e enalteceu a postura de policiais que têm aderido aos protestos, se colocando ao lado da luta contra o racismo. “Enquanto Trump faz ameaças, os protestos antirracistas crescem. No lugar de repressão e violência, policiais se desarmam, se ajoelham e abraçam manifestantes! Que essas cenas sirvam de exemplo e de questionamento sobre a atuação da polícia aqui e lá”, reiterou Alice.

Já a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) lembrou da frase dita pela filha de George Floyd ao visitar o local onde o pai foi assassinado e cobrou uma postura mais firme contra o racismo. “Papai mudou o mundo... é a frase dita, de forma até inocente, pela filhinha de George Floyd (Gianna Floyd). Que essa morte absurda (assassinato) não passe em branco e que façamos desse fato um marco histórico”, afirmou a parlamentar.

Caso George Floyd

George Floyd morreu em 25 de maio após ser filmado com o pescoço prensado pelo joelho de um policial branco em Minneapolis. O ex-segurança, que era negro, foi alvo da operação policial por supostamente tentar pagar uma conta em uma mercearia com nota falsa de US$ 20, segundo a imprensa norte-americana.

As imagens reacenderam a questão racial dos Estados Unidos e deram início a uma série de protestos antirracismo que tomaram conta do país. Com a comoção nacional e mundial, o policial filmado ajoelhado sobre o pescoço de Floyd foi preso e formalmente acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) e assassinato em terceiro grau (quando é considerado que o responsável pela morte atuou de forma irresponsável ou imprudente).

Uma primeira perícia, oficial, não indicou evidências de que Floyd morreu por asfixia. Entretanto, outras duas autópsias indicaram que, sim, o ex-segurança foi morto por sufocamento.









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