Governo Bolsonaro é denunciado no Sínodo para a Amazônia

Brasília, terça-feira, 15 de outubro de 2019 - 9:19

POLÍTICA

Governo Bolsonaro é denunciado no Sínodo para a Amazônia


Por: Da Redação, com informações da Liderança da Minoria

Parlamentares esperam que Sínodo seja ponto de partida para uma atuação conjunta em defesa da Amazônia e dos povos da floresta.

Divulgação
Parlamentares participam da Casa Comum, evento conectado ao Sínodo para a Amazônia

Deputados federais de Oposição denunciaram nesta segunda-feira (14) no Sínodo para a Amazônia, em Roma, na Itália, os ataques do governo Bolsonaro à floresta e os povos tradicionais da região amazônica. Um documento contendo resultados de diligências e investigações sobre os ataques do Estado brasileiro foi entregue no evento aos representantes do Vaticano.

De acordo com a líder da Minoria da Câmara dos Deputados, que organiza os partidos de Oposição na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o Sínodo é um evento importante para expor os crimes do atual governo brasileiro.

“Hoje se tem uma política extremamente danosa ao meio ambiente e sua preservação, numa visão política distorcida sobre o uso do solo e as águas de nosso país. E também é a política do extermínio de indígenas, de quilombolas, dos povos tradicionais. O documento entregue hoje ajudará na divulgação internacional desses crimes e no combate a esta política genocida”, alertou a parlamentar.

Intitulado “Direitos Humanos na Amazônia Legal”, o documento entregue no Sínodo traz informações detalhadas sobre situação socioeconômica; desmatamento; queimadas; desmonte institucional; defensores de direitos humanos e meio ambiente; quilombolas e a luta pela terra; cobiça pela terra e por recursos naturais; conflitos agrários e trabalho escravo, entre outros pontos.

O deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, destacou que o relatório aborda a ameaça à demarcação das terras, o enfraquecimento político e institucional da Fundação nacional do Índio (Funai), as propostas legislativas que pretendem abrir essas terras ao agronegócio, à mineração e à garimpagem.

“O discurso que vem do Poder Executivo é que estimula os setores mais atrasados de todas as áreas para que promovam sua atuação criminosa. Fragiliza em todos os aspectos os povos indígenas brasileiros”, disse Camilo.

O Sínodo foi convocado em outubro de 2017 pelo Papa Francisco. Desde 2018 foi realizada uma série de atividades para debater as demandas dos povos amazônicos como indígenas, ribeirinhos, quilombolas, mulheres e jovens.

Ocorreram 57 assembleias, 21 fóruns nacionais, 17 fóruns temáticos e 179 rodas de conversa. No Brasil foram 182 atividades.

Também fizeram parte da comitiva no Sínodo para Amazônia os deputados Helder Salomão (PT-ES), Bira do Pindaré (PSB-MA), Nilto Tatto (PT-SP) e Airton Faleiro (PT-PA).









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