Possível delação de Queiroz fecha cerco contra clã Bolsonaro

Brasília, sábado, 27 de junho de 2020 - 10:4      |      Atualizado em: 29 de junho de 2020 - 11:0

POLÍTICA

Possível delação de Queiroz fecha cerco contra clã Bolsonaro


Por: Da Redação

Deputados usaram suas redes sociais para comentar notícia de acordo de delação premiada do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Parlamentares previram “tremor” no governo.

Reprodução da Internet

Na noite de sexta-feira (26), a CNN Brasil divulgou a informação de que a defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e peça-chave no caso das “rachadinhas”, estaria fechando um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Rio de Janeiro. A notícia rapidamente repercutiu nas redes sociais.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) previu o “tremor” no Palácio da Alvorada causado pela revelação. “’Tremor’ no Palácio da Alvorada com anúncio de que Queiroz pode fazer delação premiada. O Flavio Bolsonaro sabe de tudo que fez, por isso tanto receio e desespero tentando impedir as investigações. Tentou por todas as formas travar processos, escondeu o Queiroz e agora deve estar tremendo com o que pode dizer o grande amigo gerente das rachadinhas”, elencou o parlamentar.

A vice-líder da Minoria, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que o “cerco está se fechando para o clã Bolsonaro”.

Já o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) usou suas redes para ironizar a notícia e utilizou trecho de uma música de Jorge Aragão para dar o tom do sentimento bolsonarista ao receber a informação da delação. “Aí foi que o barraco desabou, nessa que meu barco se perde-e-eu”, escreveu o parlamentar ao lado da notícia da delação.

De acordo com informações da CNN Brasil, além de pedir para cumprir prisão domiciliar, o braço-direito do primogênito de Jair Bolsonaro (sem partido) pediu garantias de proteção para sua esposa, Márcia Aguiar de Oliveira e as filhas, Nathalia Mello e Evelyn Mello, todas investigadas no “esquema da ‘rachadinha’, para revelar o que sabe.
Foragida há oito dias, a prisão da mulher de Queiroz é considerada crucial para pressionar e conseguir a colaboração de Queiroz.

“É delação para mais de metro. É o Queiroz. É a mulher do Queiroz. E, se apertar o Wassef, ele delata também”, afirmou a líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC).

Em nota, no entanto, a defesa de Fabrício Queiroz afirma que a notícia "não corresponde à verdade". "O escritório encarregado da defesa não atua - e jamais atuou - na celebração de acordos de colaboração premiada."









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