Bancada comunista defende manutenção da regra do seguro-desemprego em reunião com Mercadante

Brasília, quinta-feira, 26 de março de 2015 - 17:4      |      Atualizado em: 27 de março de 2015 - 15:0

ARTICULAÇÃO

Bancada comunista defende manutenção da regra do seguro-desemprego em reunião com Mercadante


Por: Christiane Peres

Em reunião com ministro da Casa Civil, Bancada do PCdoB aponta necessidade do governo taxar grandes fortunas e sinalizar reforma tributária progressiva.

Marcelo Favaretti
Bancada comunista se reúne com ministro Mercadante para tratar de pacote econômico

A Bancada do PCdoB na Câmara se reuniu, nesta quinta-feira (26), com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para debater a agenda política do país. Entre os pontos discutidos, os ajustes fiscais, anunciados pelo governo no final de 2014, ganharam destaque. Para os comunistas, é essencial que o governo mantenha as atuais regras do seguro-desemprego. A Medida Provisória 665 é a responsável pela alteração da norma em vigor. De acordo com o novo texto, o trabalhador demitido terá de comprovar 18 meses de carteira assinada – computados nos últimos dois anos – para receber o benefício. Atualmente, são exigidos apenas seis meses.

Para o vice-líder do governo da Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), as novas regras penalizam o trabalhador. “O PCdoB se destaca pelo modo com que faz a defesa firme do governo, mas ao mesmo tempo, nós defendemos o direito dos trabalhadores e defendemos amplamente a manutenção das regras atuais do seguro-desemprego”, afirma.

Segundo dados divulgados em janeiro pelo Ministério do Trabalho e Emprego, as novas regras para a concessão do seguro-desemprego podem reduzir em 26% ou em mais de 2 milhões o número de trabalhadores que receberão o benefício em 2015. “Especialmente para o recém-ingresso ao mercado formal e diante das perspectivas de agravamento do cenário em 2015, o aumento de 12 para 18 meses de carência não pode ser aprovado”, afirma o deputado Wadson Ribeiro (PCdoB-MG).

“Não podemos abandonar a trajetória de avanços na área social. O Brasil deu saltos visíveis perante todos os brasileiros e o mundo inteiro reconhece as políticas sociais que foram adotadas: distribuição de renda, política de salário mínimo e de preservação de direitos, como a formalização de relação de trabalho. Não podemos agora retroceder”, defende o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).

Na reunião, os comunistas reforçaram a proposta de regular o imposto federal sobre grandes fortunas. Nesse caminho, a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), apresentou este ano o Projeto de Lei Complementar (PLP) 10/2015, que prevê a Contribuição Social sobre Grandes Fortunas para patrimônios superiores a R$ 4 milhões.

“Consideramos que é importante o governo tomar iniciativas sobre as taxações de grandes fortunas. O governo tem feito estudos nesse sentido, mas junto com esta medida precisa sinalizar uma proposta de reforma tributária. Quando a gente discute ajustes, as contas públicas é necessário introduzir na pauta o debate sobre uma reforma tributária progressiva, onde você cobra mais de quem ganha mais, de quem tem mais renda. Esse é um desafio que colocamos para o ministro”, conta Orlando Silva.

Também participaram da reunião os deputados Aliel Machado (PR), Alice Portugal (BA), Carlos Eduardo Cadoca (PE), Chico Lopes (CE), Luciana Santos (PE ) e a senadora Vanessa Grazziotin (AM).









Últimas notícias

Notícias relacionadas

Sobre nós
Contatos

Área Restrita
Login
Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, anexo II, sala T-12
Brasília-DF - 70160-900 - Telefone: 55 (61) 3215-9732
ascompcdobcd@gmail.com