Brasília, quinta-feira, 1 de abril de 2021 - 9:5
POLÍTICA
Governo terá de explicar uso de recursos públicos na contratação de influenciadores para promoção de kit Covid
Por: Ascom deputada Alice Portugal
Alice Portugal (PCdoB-BA) apresentou requerimento para esclarecimentos do ministro da Saúde e do secretário Especial Interino de Comunicação Social.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) apresentou requerimento cobrando esclarecimentos do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do secretário Especial Interino de Comunicação Social, Flávio Viana, sobre o uso de recursos públicos para a contratação de “influenciadores” para propagarem o uso do chamado kit Covid.
Reportagem da Agência Pública, feita a partir de informações obtidas através de pedido com base na Lei de Acesso à Informação, mostra que o governo federal gastou mais de R$ 1,3 milhão dos cofres públicos para pagar ações de marketing de influenciadores digitais a favor do uso do kit Covid. O valor foi investido pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Comunicação (Secom) e inclui pagamentos de cachê de 19 "famosos" para divulgar estas campanhas em suas redes sociais.
“Isso é gravíssimo. O Brasil vive a maior crise sanitária e hospitalar da história e o governo usando recursos públicos para divulgar atendimento precoce contra covid-19, que não tem eficácia comprovada. Inaceitável! Tem que ser investigado urgentemente. O governo tem que usar os recursos para a compra de vacina”, afirma Alice.
A ex-BBB Flávia Viana recebeu, sozinha, R$ 11,5 mil, segundo os documentos obtidos. No roteiro da ação, a Secom orientava a ex-BBB Viana e os influenciadores João Zoli (747 mil seguidores), Jéssika Taynara (309 mil seguidores) e Pam Puertas (151 mil seguidores) a fazerem um post no feed e seis stories — todos no aplicativo Instagram— dizendo para os seguidores que, caso sentissem sintomas da Covid, era importante procurar imediatamente um médico e solicitar um atendimento precoce.
“Trata-se de ato criminoso praticado pelo governo que utilizou recursos públicos para financiar a massiva divulgação de medicamentos sem eficácia comprovada e com sérios efeitos colaterais. É charlatanismo do mais abjeto possível, que se utiliza de pessoas que têm influência especialmente entre os mais desavisados para propagar o chamado KIT COVID, cujo uso excessivo tem provocado sérios prejuízos à saúde e à integridade física”, completa Alice.
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