Brasília, quarta-feira, 24 de abril de 2019 - 17:37 | Atualizado em: 25 de abril de 2019 - 14:31
DESEMPREGO
Número de trabalhadores formais demitidos em março é o maior desde 2017
Por: Ana Luiza Bitencourt
Dados do Caged indicam que mais de 43 mil brasileiros de carteira assinada perderam o emprego no mês passado. O Nordeste continua sendo a região que mais sofre.
O desemprego no mercado formal brasileiro aumentou em março deste ano. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (24) pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, 43.196 trabalhadores que tinham carteira assinada foram dispensados no mês passado.
Este é o maior número de trabalhadores formais demitidos em março desde 2017, quando 63.624 perderam o emprego. O cenário é ainda pior quando o saldo é comparado ao mesmo mês de 2018, quando 56.151 foram contratados.
Os dados mostram quão falaciosos foram os argumentos usados por Michel Temer para a implementação da Reforma Trabalhista, que acabou com mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O líder dos comunistas na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), lembrou que o dia 26 de abril marca os dois anos de aprovação da matéria pela Casa.
“Dizia-se que a reforma serviria para modernizar as relações de trabalho, gerar empregos, fazer a economia crescer e acabar com os conflitos trabalhistas. Tudo mentira. Hoje, são treze milhões de desempregados, 5 milhões de desalentados. A participação dos salários no PIB diminuiu. Os empregos que surgem são precários. A implementação da Reforma, na verdade, só produziu efeitos negativos”, disse.
A pesquisa divulgada pelo Caged mostra que o Nordeste continua sendo a região mais atingida pela falta de uma política econômica de geração de emprego e renda. Quase 24 mil trabalhadores perderam o emprego na localidade. No Sudeste, foram 10.673 demitidos; no Norte, 5.341; no Sul, 1.748; e no Centro-Oeste, 1.706.
Atualmente, o Brasil acumula um total de 13,1 milhões de desempregados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a crise econômica não dá sinais de arrefecimento, com o próprio mercado reduzindo suas projeções para a retomada do crescimento.
Pela modalidade de trabalho intermitente, foram gerados 6.041 empregos, envolvendo 2.216 estabelecimentos e 1.720 empresas contratantes. Esse resultado representa um aumento de 2.842 mil empregos (88%) na comparação com março de 2018, quando o saldo foi de 3.199 mil empregos intermitentes.
Foram registradas ainda 7.085 admissões em regime de tempo parcial e 4.956 desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.129 postos de trabalho. Ocorreram 18.777 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado.
Com informações da CUT
Últimas notícias
Carla Zambelli pode ter mandato cassado por quebra de decoro parlamentar
26/10 - 14:49 | POLÍTICA
Renildo Calheiros defende que vitória de Lula vai pacificar o país
25/10 - 14:6 | POLÍTICA
Bolsonaro quer acabar com desconto do Imposto de Renda na saúde e educação
25/10 - 10:25 | ECONOMIA
Bolsonaro mente sobre salário mínimo acima da inflação em 2023
24/10 - 15:44 | POLÍTICA
Deputado apresenta projeto que obriga gratuidade de transporte público nas eleições
Notícias relacionadas
Deputado apresenta projeto que obriga gratuidade de transporte público nas eleições
21/10 - 11:37 | POLÍTICA
Bancada repudia ataque de Guedes ao salário mínimo
19/10 - 16:16 | POLÍTICA
Bolsonaristas impedem votação do projeto que transforma pedofilia em crime hediondo
18/10 - 11:27 | POLÍTICA
Moraes dá prazo de 48h para Defesa apresentar auditoria sobre urnas
11/10 - 17:16 | POLÍTICA
Militares não encontram fraude nas urnas, mas Bolsonaro segura relatório

