Orlando Silva denuncia agressão de bolsonarista em restaurante

Brasília, terça-feira, 3 de maio de 2022 - 14:48      |      Atualizado em: 11 de maio de 2022 - 19:50

VIOLÊNCIA POLÍTICA

Orlando Silva denuncia agressão de bolsonarista em restaurante


Por: Christiane Peres

Parlamentar estava em restaurante em São Paulo com presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) quando foi abordado por bolsonarista. Parlamentar pede, em suas redes, ajuda para identificação do agressor.

Reprodução
Bolsonarista agrediu Orlando Silva e Bruna Brelaz em restaurante em São Paulo. Deputado Pede ajuda para identificar agressor

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) e a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruna Brelaz, denunciaram nesta terça-feira (3), em suas redes sociais, a agressão sofrida por eles em um restaurante em São Paulo por um apoiador de Jair Bolsonaro.

Em suas redes, eles relataram o caso, que já foi registrado na polícia para investigação e pedem ajuda para identificação do agressor, que acabou sendo expulso do estabelecimento pelos funcionários.

"Era perto da meia-noite, em um restaurante na Liberdade - bairro de São Paulo -, onde encerramos um longo dia de trabalho. O restaurante tinha duas mesas ocupadas, a nossa e a dele. De repente, o sujeito se levanta e diz: 'O que faz aqui?' 'Aqui não é seu lugar!'. E rapidamente passa a fazer agressões verbais contra mim, contra minha atuação política, contra o que represento e a falar que Bolsonaro iria nos destruir", detalhou Orlando.

O parlamentar revelou, ainda, que o homem tentou agredir fisicamente Bruna Brelaz e outra mulher que estava com seu grupo. "No auge da agressividade, além de palavras chulas, creiam, empurrou Bruna e tentou buscar uma cadeira para agredir Camila. Àquela altura, as duas estavam revoltadas, indignadas e enfrentavam ele, olho no olho", relatou.

 

A líder estudantil também comentou o caso em suas redes sociais. “Eles não têm medo, escrúpulos ou culpa. Esse homem chegou a mencionar que está disposto a tudo para eleger Bolsonaro e fez questão de dizer que iria nos destruir. Passei a noite pensando nisso. Esse não é o Brasil que a gente quer. Não quero me sentir impedida de ir nos lugares. Uma pessoa se sentir à vontade pra agredir os meus e a mim é uma das coisas mais absurdas e criminosas. E nesse Brasil das armas liberadas por Bolsonaro, sentir que sua vida corre perigo ao se deparar com essa gente acaba sendo um dos sentimentos", afirmou Bruna.

De acordo com o deputado, o boletim de ocorrência já foi registrado e agora aguardam a identificação do agressor para poderem processá-lo.









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