67 milhões precisam de nós

Brasília, terça-feira, 20 de outubro de 2020 - 14:37

PALAVRA DA LÍDER

67 milhões precisam de nós


Por: Perpétua Almeida*

Reprodução da Internet

O Brasil enfrenta uma das piores crises econômicas da história onde 67 milhões de brasileiros não tem de onde tirar para sobreviver. É urgente, portanto, assegurarmos o auxílio emergencial de R$ 600 para essas famílias até o final de dezembro, enquanto durar o decreto de calamidade.
 
Nós da Oposição estamos mobilizados em luta e seguiremos pressionando para que se faça imediatamente a leitura, o debate e a votação da Medida Provisória (MP) 1000, que trata do tema. É inaceitável que o presidente Bolsonaro edite MP para cortar o benefício pela metade, reduzindo o valor de R$ 600 que está na lei que votamos, para R$ 300.
 
É intolerável que a base do governo evite votar matéria tão importante. O medo de se expor em período eleitoral não pode prevalecer, enquanto os mais necessitados esperam essa ajuda. Queremos que esses parlamentares venham votar a MP e que o Governo se explique o corte de R$ 300 na parcela do auxílio.
 
A situação é alarmante. Conforme a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 61% dos beneficiários do auxílio emergencial, cerca de 38 milhões de pessoas, ficarão desamparados quando acabar a transferência emergencial. Essa população é considerada invisível e sequer está no cadastro único. Não receberão nem mesmo o Bolsa Família.
 
Pesquisas mostram que o auxílio emergencial de R$ 600 criado pelo Congresso contra a vontade de Bolsonaro, que defendia apenas R$ 200, foi fundamental para estimular a economia. Apesar do nosso amplo esforço para reduzir danos, o país atingiu uma taxa recorde de desemprego. Segundo o IBGE, há 13,7 milhões de desempregados.
 
Infelizmente, o pior ainda está por vir em 2021, tendo em vista que a atividade econômica não deve recuperar nem metade do que perdeu. O chocante é que não existe uma agenda com um projeto amplo de investimentos e programas sociais para reerguermos a nação.  
 
A reforma administrativa, que ataca direitos dos servidores consagrados na Constituição cidadã, não toca nos super salários do país, a reforma tributária que aumenta imposto para os mais pobres e não cobra dos mais ricos e a redução do auxílio emergencial não são solução para o Brasil. Pelo contrário, agravam a recessão econômica. O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende apenas pautas ultraliberais e quer vender o patrimônio nacional. A bola da vez é a proposta de privatização dos Correios. Não aceitaremos mais desmontes.
 
Defendemos um programa de renda mínima para os próximos anos. O Renda Cidadã, proposto por Bolsonaro, é uma farsa, comete pedaladas e traz o calote como marca.
 
Na próxima terça-feira (20), teremos sessão na Câmara dos Deputados. Estaremos novamente unidos em obstrução até que se vote a MP 1000 e se garanta R$ 600 até o final do ano. A Oposição, que sempre esteve à frente de iniciativas de combate à pandemia, mais uma vez estará ao lado dos interesses do povo contra os ataques do governo Bolsonaro.
 
*Deputada federal pelo Acre e líder do PCdoB na Câmara.









Últimas notícias

Notícias relacionadas

Sobre nós
Contatos

Área Restrita
Login
Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, anexo II, sala T-12
Brasília-DF - 70160-900 - Telefone: 55 (61) 3215-9732
ascompcdobcd@gmail.com