Parlamentares defendem greve dos petroleiros no TST

Brasília, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020 - 20:56

TRABALHO

Parlamentares defendem greve dos petroleiros no TST


Por: Walter Félix

Paralisação, que completou 18 dias nesta terça, foi declarada ilegal por decisão monocrática do ministro Ives Gandra Martins Filho.

Richard Silva - PCdoB na Câmara

Um grupo de parlamentares de oposição na Câmara e no Senado, acompanhado por dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), esteve na tarde desta terça-feira (18) em audiência com ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para debater a situação da greve dos trabalhadores da Petrobras.

A paralisação, que completou 18 dias, foi declarada ilegal por decisão monocrática do ministro do TST, que autorizou a empresa a adotar sanções contra os funcionários em greve.

A líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), participou do encontro junto com outros parlamentares da bancada comunista. “Na audiência com o ministro Ives Gandra, discutimos a situação da greve dos petroleiros, vítimas de demissões arbitrárias”, destacou.

Perpétua criticou a postura da Petrobras e subsidiárias, que se negam a abrir negociações sobre as reivindicações da categoria.

“A forma como os últimos governos Temer e Bolsonaro têm tradado a Petrobras está deixando o litro do combustível mais caro no bolso do trabalhador. Por isso, fomos juntos fazer um apelo ao ministro para que coloque as partes para negociar, porque não dá para uma empresa desmontar seu patrimônio e os trabalhadores sendo desrespeitados”, afirmou a deputada.

Um grande ato foi realizado durante a tarde desta terça no Rio de Janeiro, reunindo movimentos populares, estudantes e trabalhadores em defesa da estatal e em apoio ao movimento grevista. Ao todo são mais de 20 mil funcionários em greve, com 121 unidades do Sistema Petrobras em paralisação.

Após a reunião com Ives Gandra, a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), informou que a intermediação dos parlamentares deu resultado. “Acordo negociado por nós, oposição: mesa de negociação do TST com direção nacional dos petroleiros marcada aqui em Brasília para sexta-feira (21). Vamos lá, galera”, escreveu no Twitter.

“Defender a greve dos petroleiros é defender o Brasil”, assinalou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Ela destacou que, além dos representantes das bancadas de oposição da Câmara e do Senado, participaram do encontro no TST representantes do comando da greve. “Os companheiros Ronny e Paulo Cezar estão representando o movimento grevista”, disse.

“Solicitamos que o ministro retirasse a caracterização da ilegalidade, pedimos também que ele impedisse as demissões dos trabalhadores e a multa que recai a cada dia de greve. A população brasileira precisa saber os motivos da greve, que a grande mídia não está divulgando”, reforçou a deputada.

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) destacou que os petroleiros estão em greve porque a estatal não está cumprindo o acordo coletivo de trabalho da categoria e está promovendo demissões sem qualquer entendimento com os representantes dos trabalhadores.

“Achamos estranho que o TST, através do ministro Ives Gandra, está tentando punir os trabalhadores. Nós solicitamos a audiência com o ministro, para dialogar com ele e demonstrar que, se querem por fim à greve, a estatal deve cumprir o acordo”, afirmou.

Demissões

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) decidiu nesta terça que as demissões dos mais de mil empregados da Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen-PR) devem ser suspensas pelo menos até 6 de março.

A decisão aconteceu após audiência de dissídio coletivo de greve movida pelo Sindiquimica-PR contra a direção da Petrobras. As demissões na Fafen são um dos principais pontos da greve dos petroleiros. A direção da estatal decidiu fechar a empresa e demitir em massa, contrariando acordo coletivo.









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