Marcivânia diz que Bolsonaro estimula ódio a povos indígenas

Brasília, segunda-feira, 29 de julho de 2019 - 13:3

POLÍTICA

Marcivânia diz que Bolsonaro estimula ódio a povos indígenas


Por: Da Redação

A deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) afirmou que a tensão registrada no Amapá, após a invasão de terras indígenas do povo Waiãpi por garimpeiros e a morte de um indígena, é resultado da política do presidente Bolsonaro, que dissemina o ódio contra os povos indígenas.

Richard Silva - PCdoB na Câmara

“No mesmo momento em que garimpeiros invadem as terras dos Waiapis, o presidente declara que pretende indicar o filho Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos EUA, para conseguir parcerias na exploração mineral em terras indígenas, o que é vergonhoso”, diz a deputada.

A aldeia indígena Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, foi invadida sábado (27) por um grupo de garimpeiros. O confronto levou à morte uma liderança indígena. A Polícia Federal foi acionada para controle da situação, assim como a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Segundo a deputada comunista, o conflito é o efeito da política de Bolsonaro contra os indígenas brasileiros. “O discurso de ódio contra os povos indígenas, promovido durante a campanha, se materializa em ações governamentais, promovidas pelo presidente e por seu ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Heleno”, observa.

Ela comentou ainda que, com declarações de que indígenas não merecem tratamento diferenciado, “o governo promove um verdadeiro linchamento público, dos povos indígena”.

Marcivânia colocou o mandato à disposição da luta dos povos indígenas e exigiu que a Polícia Federal e também o Exército tomem providências. “Queremos não só que as terras sejam devolvidas para seus legítimos donos, mas que todos os criminosos sejam presos e punidos”, cobrou.

A deputada diz que o áudio sobre a ação dos garimpeiros, enviado pelo vereador Jawarawa Waiãpi (Rede-AP) ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) com pedido de socorro, é desesperador.

“Relata a ação, afirmando que os criminosos possuem armas pesadas, como metralhadoras e, mataram há três dias, um dos líderes indígenas. Os garimpeiros invadiram e se instalaram na aldeia Marirí, espalhando o medo, obrigando os indígenas a fugir e se abrigarem na aldeia vizinha de Aramirã, onde estão as mulheres e as crianças”, afirmou.

Ao comentar a tensão registrada no Amapá, Bolsonaro reafirmou nesta segunda-feira (29) que tem a "intenção" de legalizar o garimpo no país, plano que incluí a liberação da atividade em terras indígenas.









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