Deputados comentam aumento da pobreza com fim do auxílio emergencial

Brasília, segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021 - 16:3

ECONOMIA

Deputados comentam aumento da pobreza com fim do auxílio emergencial


Por: Da Redação

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), nível de pobreza extrema no Brasil atingiu a maior taxa em uma década, chegando a quase 27 milhões de pessoas.

Reprodução da internet

Com base em informações da Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílio (Pnads Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 12,8% da população do País vive atualmente com menos de R$ 246 ao mês (R$ 8,20 ao dia). Ou seja, já são quase 27 milhões de brasileiros vivendo na miséria após o fim do auxílio emergencial.

Segundo o levantamento, o número de brasileiros vivendo na extrema pobreza é maior que a população da Austrália.

Em agosto de 2020, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a cerca de 55 milhões de brasileiros chegou a derrubar a pobreza extrema no país para 4,5%, cerca de 9,4 milhões de pessoas, o menor índice já registrado.

A gravidade dos dados provocou reações indignadas em deputados da bancada comunista na Câmara dos Deputados. "O fim do auxílio emergencial é de uma crueldade inominável, coisa de gente sem caráter e sem o mínimo de apreço pela humanidade", reagiu o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) em postagem no Twitter.

Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), a volta do Brasil ao Mapa da Fome "é mais um dos retrocessos do governo Bolsonaro". O parlamentar usou uma rede social para lembrar que em 2014 o País havia saído deste mapa, como resultado de um trabalho forte iniciado em 2003 com o Programa Fome Zero.

"Agora, antes mesmo da pandemia se instaurar, mais de 5% da população já se encontrava em estado grave de insegurança alimentar, e os dados apontam que o Brasil pode chegar a 30 milhões de habitantes em situação de fome extrema. Enquanto isso, o desgoverno realiza gastos exorbitantes e não se posiciona sobre este grave cenário", criticou.

O deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) também condenou a decisão do governo federal de acabar com o pagamento do benefício, que serviu de apoio às pessoas afetadas pelas restrições sociais impostas para conter o avanço da Covid-19. "Bolsonaro acaba com o auxílio emergencial em um momento crítico da pandemia", denunciou.

Renildo avaliou que com o fim do auxílio "a crise econômica irá se agravar", uma vez que segundo o instituto Datafolha quase 70% dos brasileiros não têm fonte de renda para substituir o auxílio emergencial. O deputado observou que a medida foi responsável por dinamizar a economia, garantindo as vendas no "mercadinho, padaria, feira e no açougue".

Os dados são preocupantes e se tornam mais graves com o desemprego crescente, como também mostra o IBGE. A Pnad Contínua apontou 14,6% de desempregados no país no final do terceiro trimestre de 2020.









Últimas notícias

Notícias relacionadas

Sobre nós
Contatos

Área Restrita
Login
Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, anexo II, sala T-12
Brasília-DF - 70160-900 - Telefone: 55 (61) 3215-9732
ascompcdobcd@gmail.com