Deputados condenam descaso do governo federal com crise no Amapá

Brasília, quarta-feira, 18 de novembro de 2020 - 12:21      |      Atualizado em: 24 de novembro de 2020 - 8:34

APAGÃO

Deputados condenam descaso do governo federal com crise no Amapá


Por: Da Redação

Novo apagão atingiu 13 das 16 cidades do estado que já estavam com fornecimento racionado na noite desta terça-feira (17).

Rede Amazônica
Macapá após novo apagão nesta terça-feira (17)

Treze dias depois do primeiro apagão, o Amapá registrou novo blecaute na noite desta terça-feira (17), atingindo as 13 das 16 cidades do estado que já estavam com fornecimento racionado por causa do incêndio na subestação responsável por receber eletricidade de outras regiões do país, ocorrido no dia 3 de novembro.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou que houve novo desligamento no Amapá e que está trabalhando para restabelecer a totalidade das cargas no estado o mais breve possível.

Moradores de bairros de Macapá relataram que o fornecimento começou a ser retomado por volta de 22h40, mas apresentando oscilações e falhas. Após o apagão, apenas hospitais, órgãos públicos e estabelecimentos comerciais com geradores não tiveram interrupção. O novo blecaute gerou ainda uma onda de protestos no estado.

Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) o novo apagão no Amapá representa o “total descaso do governo federal com a população”.  “Há duas semanas a população do Amapá vive nessa alarmante situação. De forma cruel e desrespeitosa o governo federal ignora a crise gerada pela falta de energia no estado. O povo amapaense merece respeito e atenção!”, afirmou o parlamentar.

Para a líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), descaso do governo é para sustentar seu projeto privatista.

“Bolsonaro e Guedes querem sustentar o projeto “privatiza tudo”. Portanto, devolver a gestão da energia para a Eletronorte seria a desmoralização do projeto de privatizações”, ressaltou.

A Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), empresa responsável pela operação da subestação onde ocorreu o incêndio, pertence à companhia espanhola Isolux, que entrou em recuperação judicial, e hoje se chama Gemini Energy. Ela ganhou uma concessão pública para distribuir a energia no estado. Após o apagão, a empresa deveria ter apresentado uma solução até o último dia 12, porém pediu prorrogação do prazo, que foi atendido pela Justiça Federal com data máxima até 25 de novembro.

“A empresa privada responsável pelo fornecimento de energia elétrica no estado até agora não resolveu o problema. Cadê o governo Bolsonaro para cobrar solução? Na verdade, o governo segue com sua política privatista. Querem privatizar a Eletronorte, a empresa estatal que tem socorrido o Amapá no apagão. Privatização não é solução!”, defendeu a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).
 









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