“É muito grave que Bolsonaro incentive um movimento que pode matar milhares de brasileiros”, diz Perpétua Almeida

Brasília, sexta-feira, 23 de outubro de 2020 - 13:57

POLÍTICA

“É muito grave que Bolsonaro incentive um movimento que pode matar milhares de brasileiros”, diz Perpétua Almeida


Por: Christiane Peres

Líder do PCdoB critica postura do presidente da República sobre vacina contra Covid-19.

Maryanna Oliveira/ Agência Câmara

A líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), usou suas redes sociais nesta sexta-feira (23) para criticar a postura antivacina do presidente Jair Bolsonaro. A parlamentar considera “muito grave” que o presidente incentive um movimento que pode “matar outros milhares de brasileiros por Covid, sarampo, difteria, rubéola, caxumba, poliomielite”.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia alertado que o movimento antivacina era um dos 10 desafios para a saúde. Diante do impacto da pandemia causada pelo novo coronavírus e a corrida mundial pela descoberta de uma vacina, a preocupação com as declarações do presidente brasileiro chamam ainda mais atenção.

Bolsonaro vem, reiteradamente, defendendo que “ninguém é obrigado a se vacinar” e alertando para possíveis “perigos” da vacina contra a Covid. Esta semana, o presidente atingiu o ápice das suas ações contra a vida da população, quando desautorizou seu Ministério da Saúde, que havia anunciado a compra de 46 milhões de doses da Coronavac — vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, localizado em São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

Desde então, Bolsonaro vem afirmando que a população brasileira “não será cobaia de vacina chinesa”.
Nesta sexta-feira, a porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Harris, afirmou que a entidade escolhe as vacinas que apoia com base em critérios científicos, e não pela nacionalidade da empresa que as desenvolvem. A declaração foi dada após Margaret ser questionada sobre a decisão de Jair Bolsonaro de não comprar vacinas chinesas.

"Nós escolhemos a ciência. [A questão] não é a respeito da nacionalidade, e essa é a beleza de ser multilateral, esse é o ponto da ONU. Nós escolhemos a ciência e deveremos escolher a melhor vacina. E como se sabe, não vamos apoiar nenhuma vacina até que seja provado que ela teve o mais alto padrão de segurança e o nível certo de eficácia."

Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), o Brasil precisa ter um “posicionamento firme em favor da compra imediata das vacinas chinesas”. “Saúde em primeiro lugar! Temos que manter o firme posicionamento em favor da compra imediata das vacinas chinesas assim que estiverem disponíveis para importação. A saúde é uma questão urgente, estamos falando de vidas e não de números”, declarou.

Vice-líder do PCdoB na Câmara, o deputado Márcio Jerry (MA), a face cruel de Bolsonaro foi “escancarada” mais uma vez no episódio do veto à compras das vacinas.

“A estupidez acima de tudo, a morte ameaçando todos. Não há alegação científica alguma para a proibição de Bolsonaro, o cruel. Apenas preconceitos motivados por uma mente política e ideologicamente afetada. Atitude de Bolsonaro carimba nele de forma definitiva a marca de um genocida”, declarou.

Até o momento, a Covid-19 já vitimou mais de 155 mil brasileiros.









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