Deputados recebem cantor que teve show contra ditadura censurado em Goiás

Brasília, terça-feira, 19 de novembro de 2019 - 15:50

CULTURA

Deputados recebem cantor que teve show contra ditadura censurado em Goiás


Por: Da Redação

Renildo Calheiros e Jandira Feghali recebem cantor que veio à Câmara dos Deputados denunciar censura a show que faria na cidade de Goiás, a 148 Km de Goiânia (GO). A apresentação homenageia mortos e desaparecidos, vítimas da ditadura militar no estado.

Foto: Rubens Diniz

O cantor e compositor Itamar Correia, que denunciou censura a um show que faria na cidade de Goiás, a 148 quilômetros de Goiânia (GO), esteve nesta terça-feira (19) na Câmara para pedir apoio dos parlamentares de partidos progressistas.

O artista foi recebido pelo 1º vice-líder do PCdoB, Renildo Calheiros (PE), e pela líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), no gabinete do deputado pernambucano.

A apresentação, prevista para acontecer sábado (16) no Cine Teatro São Joaquim, seria o lançamento do novo CD “Todos estão em nós”, que faz homenagem aos 15 mortos e desaparecidos em Goiás, vítimas da ditadura militar. O show, entretanto, foi cancelado pela Secretaria de Cultura do governo de Goiás.

Itamar Correia afirma que o show não foi cancelado, mas sim censurado. “Fui censurado por uma censura política”, disse a um veículo da cidade. “Estou fazendo show em homenagem aos 15 mortos e desaparecidos em Goiás, vítimas da ditadura militar de 1964 e estendendo essa homenagem ao Dom Tomás Balduíno, Dom Pedro Casaldáliga e Frei Marcos Lacerda e, o que aconteceu para minha surpresa, depois de várias propagandas e chamadas, essa semana foi surpreendido com um comunicado suspendendo a apresentação”, completou.

A Secretaria de Cultura alegou que, pelo regulamento do Cine Teatro São Joaquim, não é permitido eventos políticos e que por isso o pedido para concessão do espaço foi revisto.

O cantor relatou que tentou reverter a suspensão, mas não obteve sucesso. Itamar Correia criticou a justificativa da secretaria para o cancelamento do show, dizendo que não é de nenhum partido e que o trabalho dele é político.

“Essa argumentação é uma forma de expressar a dissimulação sobre o assunto, um pretexto para esconder o que há de verdadeiro, o verdadeiro é que no artigo 2 do Regulamento do Teatro é que o ‘teatro não admite ação política partidária’, o meu trabalho não é partidário e não pode deixar de ser político”, completou.









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