Parlamentares lançam Frente em Defesa da Soberania Nacional

Brasília, quinta-feira, 22 de junho de 2017 - 10:42      |      Atualizado em: 28 de junho de 2017 - 16:21

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Parlamentares lançam Frente em Defesa da Soberania Nacional


Por: Da Redação*

201 deputados e 18 senadores defendem, entre outros pontos, antecipação de eleições diretas no caso de queda do presidente Michel Temer.

Mídia Ninja/ Creative Commons
Deputados e senadores se unem em defesa da soberania nacional

Deputados e senadores lançaram, nesta quarta-feira (21), na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional. Deputados e senadores lançaram, nesta quarta-feira (21), na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional. O objetivo da Frente é formar uma ampla trincheira em defesa das empresas e riquezas nacionais, alvo da cobiça de estrangeiros e moeda de troca do governo Temer.

Projetos como o fim do regime de partilha do pré-sal, a possibilidade de venda de terras para estrangeiros, a redução dos investimentos em pesquisas e outras iniciativas que fragilizam a nossa geopolítica estão dentro do escopo de atuação da frente parlamentar. Na ocasião também foi lançado um manifesto em defesa do Brasil redigido, entre outras personalidades, pelo economista Bresser-Pereira e pelo embaixador Celso Amorim, ambos com passagens por ministérios durante os governos FHC, Lula e Dilma.

Para a vice-presidente da Frente, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a primeira grande tarefa do grupo é barrar a reforma trabalhista, em tramitação no Senado. “Demos o primeiro passo, impedindo a aprovação do texto do governo na Comissão de Assuntos Sociais. Vamos derrotar esse governo e ampliar a pressão na greve marcada para o dia 30”, disse.

A Frente reúne 201 deputados e 18 senadores e defende diversos assuntos, como a antecipação de eleições diretas no caso de queda do presidente Michel Temer e o uso do Exército para manutenção da integridade do território. O grupo tem oito eixos de ação: defender a exploração eficiente dos recursos naturais, entre eles o petróleo; garantir uma infraestrutura capaz de promover o desenvolvimento do país; fortalecer a agricultura nas exportações, mas também na alimentação dos brasileiros; estimular o crédito e o capital produtivo nacional; defender o emprego e o salário; garantir um sistema tributário mais justo; consolidar as Forças Armadas na defesa da soberania; e assegurar uma política externa independente.

O presidente do grupo, senador Roberto Requião (PMDB-PR) avaliou que a corrupção está sendo transformada em “fachada” para a desnacionalização do país, com a “entrega” da Petrobras, dos aeroportos, dos satélites. “Nós estamos vendo que o projeto de nação, de soberania, e a defesa do trabalhador estão desaparecendo”.

Requião acrescentou que a Petrobras está sendo fatiada para ser privatizada. A exploração da água está sendo entregue à iniciativa privada e a Base de Lançamentos de Foguetes de Alcântara, no Maranhão, está sendo doada a uma potência estrangeira. Para ele, esses são exemplos claros de atentados à soberania nacional.

Participaram do lançamento os ex-ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Luiz Carlos Bresser-Pereira, da Fazenda, autores do documento “Projeto Brasil Nação”, que, entre outros pontos, critica a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixou teto para os gastos públicos. A iniciativa reúne intelectuais que divulgaram na internet um manifesto com medidas econômicas para a retomada do crescimento. Entre elas, a responsabilidade fiscal; a queda da taxa de juros; o reajuste dos salários de acordo com o lucro das empresas; a distribuição de renda; e o controle do câmbio.

Segundo eles, ao congelar as despesas na Constituição, o Executivo usurpou uma prerrogativa do Congresso, em desrespeito à soberania popular.

*Com informações da Agência Câmara









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