Orlando Silva: Irresponsabilidade de Bolsonaro custa caro ao Brasil

Brasília, quinta-feira, 12 de setembro de 2019 - 12:23

MEIO AMBIENTE

Orlando Silva: Irresponsabilidade de Bolsonaro custa caro ao Brasil


Por: Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo

Megaoperação da Polícia Federal retira centenas de famílias de área invadida na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia. Invasores afirmam que ocuparam território estimulados por declarações do então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Reprodução da Internet

O discurso inflamado de Jair Bolsonaro contra áreas protegidas continua prejudicando o país. Esta semana, uma operação da Polícia Federal retirou aproximadamente centenas de pessoas que invadiram, em 22 de outubro, a Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, em Rondônia.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, os invasores afirmaram que ocuparam a área estimulados pelo discurso do então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Durante a campanha, em visita ao estado, Bolsonaro afirmou, entre outras coisas, que Rondônia tinha excesso de áreas protegidas, o que era “um absurdo”.

“O Bolsonaro falou, como o Brasil sabe, que as reservas não iriam existir mais”, disse um dos invasores à reportagem da Folha. “Reservas abertas”, corrigiu outro, em referência de que parte da área invadida na Flona já havia sido desmatada e convertida ilegalmente em pasto em anos anteriores. Os invasores apostavam na regularização da ocupação.

Desde janeiro, a Flona do Bom Futuro perdeu 737 hectares de floresta, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se da maior perda de cobertura vegetal nessa unidade de conservação em 12 anos.

Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), a irresponsabilidade do discurso de Bolsonaro tem custado muito caro ao Brasil.

“Gigantesca invasão de floresta amazônica aconteceu porque o ser das trevas incentivou - e incentiva - esse tipo de ação predatória. Precisamos virar essa página de horror”, destacou.

Além da PF, o ICMBio, a PM, policiais civis e bombeiros participaram da operação, segundo nota da PF. O Exército deu apoio logístico com três caminhões. O desalojamento deve durar três dias e terminará com a derrubada dos barracos por um trator.

Junto com a reintegração de posse, a Polícia Federal prendeu quatro pessoas acusadas de terem organizado a invasão. Elas seriam responsáveis por cadastrar famílias, recolher mensalidades, demarcar lotes e contratar advogados.









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