Oposição reage ao arrocho de Bolsonaro nas universidades

Brasília, terça-feira, 7 de maio de 2019 - 20:30

EDUCAÇÃO

Oposição reage ao arrocho de Bolsonaro nas universidades


Por: Marciele Brum

Na noite desta terça-feira (7), parlamentares do PCdoB, PT, PSB, PDT, PSol e Avante obstruíram as votações, no Plenário da Câmara dos Deputados, para repudiar o mais recente anúncio de cortes no Ensino Superior brasileiro.

Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou redução de 30% nas verbas das universidades. Já foram congelados R$ 2,1 bilhões. Em todas as áreas da educação brasileira, houve bloqueios, totalizando R$ 5,7 bilhões, o que representa 23% de orçamento não obrigatório do Ministério. Apesar da revolta de estudantes, professores e pesquisadores, a equipe econômica do governo Bolsonaro pretende ampliar o contingenciamento para R$ 7,4 bilhões.

Nem mesmo a educação básica, apontada como prioridade pelo presidente Jair Bolsonaro, foi poupada. O setor perdeu R$ 914 milhões, que seriam utilizados em políticas específicas para o seu desenvolvimento.

Conforme o líder do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), a obstrução tem conteúdo, porque é inaceitável cortar pesquisa, extensão e a manutenção do funcionamento de universidades, que são estratégicas e fundamentais no crescimento nacional.

“Nunca se verificou um ataque tão violento às instituições de ensino federais como esse. Querem paralisar as instituições responsáveis por 95% das pesquisas de marcas e patentes no Brasil. Isso é intolerável”, afirmou o parlamentar baiano.

À frente da Liderança da Minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que universitários, em todo o mundo, estão repudiando os cortes na educação brasileira. Para a parlamentar, o governo só quer atender ao sistema financeiro e aos eternos privilegiados, os bancos, que lucraram R$ 70 bilhões somente no ano passado.
“Muitos votaram em Bolsonaro e reagem com muita força ao corte de recursos. E não foi apenas 30% linear. Na UFRJ, chegou a 41%, e, na UFBA, 52%. Isso é o corte da possibilidade de pensar, de produzir, de pesquisar, de aprender e de formar o pensamento crítico, da altivez e da soberania deste país”, destacou Jandira Feghali.

A vice-líder da Minoria, Alice Portugal (PCdoB-BA), condenou o ataque às universidades e usou como exemplo o enxugamento de quase R$ 56 milhões na Universidade Federal da Bahia, o que inviabiliza a instituição.
“É o caos institucional. Esse corte injustificável se espraia por todas as universidades brasileiras. Querem fechar universidades, institutos federais e partir para a cobrança de mensalidades. É o que está por trás desta medida transloucada desse governo que é o mais entreguista da história da República”, disse Alice Portugal.

 









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