O Brasil não aceita uma Justiça parcial

Brasília, sexta-feira, 12 de maio de 2017 - 18:49

PALAVRA DA LÍDER

O Brasil não aceita uma Justiça parcial


Por: Alice Portugal

UOL

Vivemos um preâmbulo eleitoral em que se busca tornar inelegível o líder Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2018. O ex-presidente da República é vítima de uma onda persecutória de setores do Judiciário e da mídia corporativa não por causa de erros, mas em razão dos acertos de seu governo, que garantiu as maiores conquistas populares da história do Brasil.

O tratamento a Lula deve ser estritamente guiado pela lei. Infelizmente, as paixões partidárias têm orientado os processos, onde prevalece a seletividade e a nítida perseguição política. O objetivo é criminalizar essa grande figura pública num julgamento político, sem direito à presunção de inocência. Não existem provas jurídicas de ilicitudes, mas sim uma tese política. O que está em jogo é massacrar a imagem de Lula diante da opinião pública para acabar com o mito. O “crime” do primeiro presidente metalúrgico, que fala a língua do povo, é a capacidade de resgatar por meio de voto popular o legado social de 13 anos de gestões Lula e Dilma (2003- abril 2016). A possibilidade de nova vitória nas urnas a ssusta os derrotados nas últimas quatro eleições presidenciais, que não têm um candidato competitivo e, por isso, optaram pelo golpe.

Depor é um ato banal no rito processual. No caso de Lula, virou um ringue político com o juiz Sérgio Moro em Curitiba (PR). O ex-presidente comprovou claramente que a sua condenação está sendo construída fora do processo judicial. Ficou evidente a parcialidade e os erros processuais graves. No último trecho do depoimento, Lula apresentou dados e argumentou de forma precisa que, na ausência de provas, está se fazendo uma campanha incessante para que a sociedade o condene. Como o poder de Moro termina na primeira instância, o líder operário venceu o principal julgamento, aquele que ficará para a história.

Confiamos plenamente em Lula e, por isso, fizemos um ato de desagravo em Curitiba. Nós do PCdoB, mais de 50 parlamentares e 50 mil cidadãos estivemos perfilados ao lado do ex-presidente em uma corrente de solidariedade neste momento de seguidos golpes na democracia e na Constituição. Estaremos rebelados contra qualquer sentença pré-determinada.

A Bancada do PCdoB no Congresso sempre alertou que o processo de impeachment fraudulento contra Dilma Rousseff, iniciado em 17 de abril de 2016, integrava um conjunto bem articulado. Tinha como objetivo derrubar a presidenta para acelerar reformas com retirada de direitos dos trabalhadores. Essa perseguição a Lula é para impedir qualquer reação do povo.  Muitos dos que bateram panelas pela saída de Dilma agora estão silenciosos diante do desgoverno de Michel Temer. Mas estão assustados porque o golpe é contra a aposentadoria e os direitos trabalhistas de todos.

O presidente golpista está mostrando a que veio. O Brasil está sendo vendido na grande xepa do entreguismo traidor. Continuaremos firmes lutando pela democracia e contra as reformas trabalhista e previdenciária. Nós queremos o Brasil de volta, a manutenção de direitos e do patrimônio nacional. Que a verdadeira Justiça seja feita. Fora Temer! Diretas Já!

*Deputada federal pela Bahia e líder do PCdoB na Câmara.









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