Deputado chama Bolsonaro de oportunista no caso do laranjal do PSL

Brasília, quarta-feira, 9 de outubro de 2019 - 10:36      |      Atualizado em: 10 de outubro de 2019 - 18:14

POLÍTICA

Deputado chama Bolsonaro de oportunista no caso do laranjal do PSL


Por: Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo

Depoimento de ex-assessor do ministro do Turismo coloca recursos da campanha de Bolsonaro na mira da PF.

Marcos Corrêa/PR

O vice-líder do PCdoB, deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), afirmou que Bolsonaro tem agido com oportunismo na crise envolvendo o seu partido, o PSL, no esquema de uso de candidaturas femininas laranjas para desviar recursos públicos.

A crise se acentuou após a Polícia Federal prender um ex-assessor e dois ex-auxiliares do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que foi o coordenador da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em Minas Gerais, além de ser o presidente do PSL no estado.

Em depoimento, o ex-assessor do ministro Haissander Souza de Paula disse à PF disse que parte do dinheiro desviado teria ido para a campanha de Bolsonaro em 2018.

Em meio à crise, Bolsonaro pediu a um apoiador, em frente ao Palácio da Alvorada, que esquecesse o PSL e o que presidente da sigla, Luciano Bivar, estava “queimado”. As declarações do presidente abriram uma nova crise dentro do partido.

“Bolsonaro adota uma postura de oportunismo explícito e cinismo despudorado nesses episódios envolvendo o partido dele, PSL, num vergonhoso e criminoso laranjal. Suspeito agora de ter sido beneficiário de caixa dois operado pelo PSL, corre da acusação e aponta a responsabilidade do partido. Malandro”, escreveu no Twitter Márcio Jerry.

Crise do laranjal

Segundo a coluna Painel da Folha de S.Paulo, quem acompanha o divórcio entre Bolsonaro e o PSL diz que há uma junta de advogados trabalhando num plano para não deixar na chuva parlamentares que queiram abandonar o partido ao lado dele. O ex-ministro do TSE Admar Gonzaga integra esse grupo.

“Não tem janela partidária, novas eleições vão vir. Vão disputar sem dinheiro? Vão deixar o partido que tem o maior fundo eleitoral? Bolsonaro pode não precisar, mas e eles? Esse negócio de ideologia não vai durar quatro anos”, disse à coluna o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO).

Já o deputado Júnior Bozella (PSL-SP), que patrocinou um manifesto em defesa de Bivar, disse que Flavio e Eduardo Bolsonaro gerenciam os diretórios do Rio e de SP, respectivamente, sem ouvir os integrantes da bancada federal. Ele afirmou ainda que o clã precisa “reavaliar a ascensão da direita”, diz outra nota da coluna.









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