Guimarães deve responder por assédio, cobram deputados

Brasília, quarta-feira, 29 de junho de 2022 - 20:49      |      Atualizado em: 30 de junho de 2022 - 11:23

POLÍTICA

Guimarães deve responder por assédio, cobram deputados


Por: Christiane Peres

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, é alvo de denúncias de assédio sexual por funcionárias da Caixa Econômica Federal. Acusações culminaram no pedido de demissão do executivo. Parlamentares cobram celeridade e rigor nas investigações, além da responsabilização pelo crime.

Agência Brasil

“É preciso que o assediador seja investigado e punido no rigor da lei.” A afirmação da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) reflete o tom das cobranças de parlamentares, após a divulgação da carta de demissão de Pedro Guimarães da presidência da Caixa Econômica Federal (CEF). Ele é alvo de denúncias de assédio sexual. Após a carta, no final da tarde desta quarta-feira (29), uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) registrou a exoneração “a pedido” de Guimarães e a nomeação de Daniella Marques, então secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, para o seu lugar.

Na carta, Guimarães nega as acusações de funcionárias da Caixa que apontaram situações de assédio. Informações divulgadas pela imprensa ao longo do dia dão conta de que a cúpula da Caixa tinha conhecimento das denúncias, mas acobertou. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal.

“Absurdo! Ao oficializar demissão do cargo, o agora ex-presidente da Caixa ainda tenta desacreditar todas as mulheres que venceram o medo de denunciá-lo. Que seja investigado e punido”, afirmou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Para o vice-líder do PCdoB na Câmara deputado Daniel Almeida (BA), o crime não pode ser esquecido, nem tolerado. “As denúncias de assédio são uma coisa abjeta, absolutamente nojentas, intoleráveis. Quem tem este tipo de atitude precisa estar na cadeia. Este crime não pode ser relevado, tem que ser punido com absoluto rigor”, disse.

De acordo com o artigo 216-A do Código Penal, assédio sexual se trata do crime de “constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.

Em seus relatos, divulgados pelo portal Metrópoles, as funcionárias afirmaram terem sido vítimas de toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites “heterodoxos”, incompatíveis com o que deveria ser o normal na relação entre o presidente do maior banco público brasileiro e funcionárias sob seu comando.

Em um discurso no Plenário da Câmara, a deputada Perpetua Almeida (PCdoB-AC) leu trechos dos relatos feitos pelas funcionárias sobre as “investidas” de Guimarães e afirmou que “dá náusea” ler os relatos.

“Ele deveria ter entregue o seu pedido de demissão hoje cedo. É uma vergonha ouvir que servidoras, trabalhadoras, que há anos servem à Caixa Econômica, tiveram que passar por tamanho constrangimento, pelas canalhices de Pedro Guimarães! Ele precisa responder por cada assédio, por cada mulher que ele constrangeu! Nós não podemos aceitar isso”, cobrou.

Ao comentar o caso, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) lembrou que cada dia uma nova crise se instala no governo Bolsonaro. “O escândalo de hoje é do assediador, mas também não podemos esquecer do escândalo de ontem, a corrupção no MEC. O governo Bolsonaro é uma usina de crises, mas temos que dar conta. Instalação da CPI do MEC e punição de Guimarães!”









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