‘Future-se’ amplia privatização do ensino, dizem parlamentares

Brasília, quarta-feira, 17 de julho de 2019 - 17:8      |      Atualizado em: 23 de julho de 2019 - 20:6

POLÍTICA

‘Future-se’ amplia privatização do ensino, dizem parlamentares


Por: Da Redação     |    Edição: Walter Félix

O presidente da União Nacional dos Estudantes, Iago Montalvão, aproveitou o lançamento do programa de gestão universitária "Future-se", para protestar contra o corte de verbas da Educação. O estudante interrompeu a fala do ministro Abraham Weintraub e cobrou os recursos do setor, bloqueados pelo governo federal no início do ano.

Richard Silva - PCdoB na Câmara
UNE reúne milhares em protesto na Esplanada dos Ministérios

"Ministro, cadê o dinheiro da Educação? O problema hoje é que a universidade não tem dinheiro para funcionar. Muitos estudantes estão desesperados porque não têm dinheiro para fazer pesquisa. Precisamos debater como devolver o dinheiro do contingenciamento", disse.

Iago Montalvão prosseguiu: "Como pensar projeto de futuro se no presente as universidades não funcionam? Nós precisamos de ajuda. Precisamos urgentemente de retomar os investimentos na universidade".

O projeto “Future-se”, lançado pelo governo Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (17), visa a reestruturação do financiamento do ensino superior público, ampliando a participação de verbas privadas no orçamento universitário.

Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), a proposta lançada pelo ministro reforça a postura da sua gestão que tem sido de tratar a Educação como mercadoria, “além de isentar o governo de um dos seus principais deveres: investir na educação”.

“Na tentativa de Justificar os cortes feitos na educação, o programa criado pelo governo busca expandir a participação de verbas privadas no orçamento universitário, colocando em risco a autonomia das universidades”, afirmou o líder comunista em sua conta no Twitter.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da Minoria na Câmara, avaliou que o projeto do governo é se descomprometer com o ensino. Com o “Future-se”, as instituições poderão fazer parcerias público-privadas (PPP's), ceder prédios, criar fundos com doações e até vender nomes de campi e edifícios, como em estádios.

“Vende seu patrimônio, bota no mercado futuro, no mercado de ações. Ele (governo) se descompromete, cede a organizações sociais para terceirização da universidade. Ao que parece, toda a lógica de mercado vai prevalecer dentro desta universidade, que terá limitado o acesso e oportunidade à grande massa de jovens do país”, disse.

O vice-líder do partido, deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), avaliou que ainda não está clara qual é a proposta do novo programa para o ensino superior. “Mas uma coisa é certa: futuro ideal seria investir em políticas para garantir educação pública de qualidade para todos”, afirmou.
 









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