Temer quer Brasil nas trevas com privatização da Eletrobras

Brasília, terça-feira, 12 de junho de 2018 - 14:2      |      Atualizado em: 14 de junho de 2018 - 14:13

PRIVATIZAÇÃO

Temer quer Brasil nas trevas com privatização da Eletrobras


Por: Iberê Lopes

Parlamentares e movimentos sociais criticam investidas de Temer para privatizar o setor elétrico brasileiro.

Bira

Nesta terça-feira (12), lideranças políticas e movimentos sociais promovem ações nas redes sociais para denunciar o desmonte do planejamento energético nacional e evitar a alteração da política de preços acessíveis ao consumidor de baixa renda.

O Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (STIU-DF), reforça em seu Twitter, que a eficiência da Eletrobras “não se mede por seu lucro, mas pelo número de brasileiros atendidos. Por isso a Eletrobras vende a energia mais barata do Brasil e nos lugares mais distantes”.

Líder em geração de energia elétrica no Brasil, a estatal permanece na mira das privatizações anunciadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Na segunda-feira (11), o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), suspendeu liminar que impedia a entrega na estatal ao capital estrangeiro a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

De acordo com parlamentares contrários à medida, o futuro dos programas de universalização do acesso à eletricidade (Luz para Todos), por exemplo, pode ficar comprometido se a principal empresa de energia mudar sua característica pública.

A privatização da Eletrobras representaria o fim dos subsídios sociais de baixa renda e o fim da tarifa social, deixando mais cara a conta de luz para os mais pobres. “Não vamos deixar que Temer, junto com sua turma, deixe nosso Estado nas trevas”, afirma a líder do PCdoB no Senado, Vanessa Grazziotin (AM).

A decisão do TRT-1, que fixava prazo de 90 dias para observação dos impactos da privatização nos contratos de trabalho, pode afetar a Amazonas Distribuidora de Energia S.A. (Amazonas Energia), as Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) e a Companhia Energética do Piauí (Cepisa).

As distribuidoras de energia elétrica contam atualmente com 11.405 funcionários, sendo 6.277 contratados e 5.128 terceirizados. “A venda da Eletrobras para empresa privada ou mesmo para a grande estatal chinesa vai concentrar mercado! O Brasil perderá o controle sobre os preços e milhares de empregos”, destaca o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Com capacidade geradora equivalente a cerca de 1/3 do total instalado no país, os investimentos previstos entre 2018 e 2022 para a gigante do setor elétrico giram em torno de R$ 20 bilhões. O governo federal não apresentou, ainda, garantia de que este montante não sofreria alteração.

“A gestão de Temer está perdoando dívidas de latifundiários e grandes empresários que ultrapassam o valor dos R$ 20 bilhões propostos para vender a Eletrobras. Não vão privatizar um dos maiores patrimônios do povo”, conclui a vice-líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Em seu segundo dia de greve, 85% dos trabalhadores da Eletrobras permanecem paralisados na tentativa de manter o controle estatal do setor elétrico. Atualmente, a empresa possui 48 usinas hidrelétricas, 112 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 70 usinas eólicas e uma usina solar, próprias ou em parcerias.
 









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