Alice denuncia relação de Guedes com investimentos no setor educacional privado

Brasília, quarta-feira, 5 de junho de 2019 - 9:49      |      Atualizado em: 6 de junho de 2019 - 10:13

EDUCAÇÃO

Alice denuncia relação de Guedes com investimentos no setor educacional privado


Por: Maiana Neves

Em audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, nesta terça-feira (4), a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) questionou o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre sua relação com investimentos no setor educacional privado, que apresentou tendência de forte crescimento, logo após o anúncio do corte de recursos em universidades e institutos federais, feito pelo governo.

Richard Silva/PCdoB na Câmara

Em sua fala, Alice apresentou informações que foram amplamente divulgadas pela internet sobre essa ligação de Guedes com o com o setor da educação privada. Matéria do portal Rede Brasil Atual, do mês passado, por exemplo, aponta que o MEC demonstra fidelidade às diretrizes de Elizabeth Guedes, vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), irmã do ministro.

A Agência Pública divulgou, em dezembro de 2018, que o ministro atuou com investimentos no setor educacional privado e a distância, e que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele captou R$ 1 bilhão de fundos de pensão, entre eles, Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios). Parte dos fundos criados por Guedes está no portfólio da Bozano Investimentos e uma fatia do dinheiro aplicado ali é reinvestida em oito empresas de educação, entre elas: “Ser Educação”, que tem uma rede de universidades com 150 mil alunos; a “NRE”, com focos em cursos de medicina e 8 mil alunos; e a “Q Mágico”, que vende soluções para ensino digital e ensino a distância.

O jornalista Marcelo Rubens Paiva, do Estadão, publicou em seu Twitter o seguinte texto: “Quem ganha com os cortes nas escolas e universidades federais? As privadas e a educação fundamental à distância. Ou seja, a Associação Nacional das Universidades Privadas, cuja vice-presidente foi Elisabeth Guedes, irmã de Paulo Guedes. Quem propôs os cortes nas federais?”.

“Em mercado não há coincidência. Em administração pública não há coincidência: há providência. Então, nós precisamos entender se o ministro da Economia tem relação com o crescimento das ações do setor privado da educação no momento em que os cortes são graves e dramáticos, e o setor privado cresce. Como economista, queria que o senhor nos desse essa explicação”, disse Alice, de forma respeitosa ao ministro.

Ao responder a deputada Alice, Paulo Guedes se limitou a dizer que nunca se reuniu com a irmã no MEC ou com qualquer pessoa do ministério para falar de educação. Ele não explicou qual é efetivamente sua relação com o setor educacional privado, que só cresce no país.









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