Orlando Silva defende direito ao trabalho de comunidade LGBTI+

Brasília, sexta-feira, 28 de junho de 2019 - 18:34

Orlando Silva defende direito ao trabalho de comunidade LGBTI+


Por: Camila Borges     |    

Deputado destacou a importância do direito ao trabalho e defendeu a construção de caminhos que permitam superar toda e qualquer forma de preconceito no 16º Seminário LGBTI do Congresso Nacional.

Pablo Valadares - Câmara dos Deputados
16º Seminário LGBTI do Congresso Nacional

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) destacou a importância do direito ao trabalho e defendeu a construção de caminhos que permitam superar toda e qualquer forma de preconceito no 16º Seminário LGBTI do Congresso Nacional. “É necessário que consigamos introduzir nesta pauta diversa que a comunidade LGBTI+ possui, sobretudo a garantia de todos os direitos. Como o direito ao trabalho, um direito elementar para todos os seres humanos e que a comunidade LGBTI+ sofre o preconceito, a discriminação, ferindo a alma e inviabilizando muitas vezes a vida”, considerou.

De acordo com Nathália Vasconcellos, da Rede Brasil Trans, 90% dessa população emprega-se na prostituição e cobrou iniciativas do Poder Público que possam garantir a empregabilidade das pessoas trans.

Entre os temas abordados no seminário, o resgate histórico do contexto do Levante de Stonewall, nos Estados Unidos; da resistência à ditadura civil-militar; e da construção e organização dos coletivos precursores do movimento LGBTI no Brasil e no mundo.

Participantes cobraram proteção do Estado brasileiro ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept, e seu companheiro, o deputado David Miranda (Psol-RJ). Na oportunidade, o parlamentar contou que ele e sua família estão recebendo constantes ameaças de morte desde que Greenwald publicou conversas mantidas no Telegram entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, entre os anos de 2015 a 2018.

O jornalista estava presente e lamentou o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco, negra, periférica e bissexual assumida, e salientou que a tristeza e raiva por conta da morte dela se transformaram em determinação de mulheres com o mesmo perfil ocuparem cargos públicos. O ex-deputado Jean Wyllys, que coordenou as últimas 8 edições do seminário e reside na Europa, após ter renunciado ao mandato nesta legislatura por conta de ameaças de morte e campanha difamatória contra ele, também foi homenageado e participou virtualmente do seminário.

Glenn Greenwald ressaltou a importância de autoridades de assumirem a orientação sexual, independentemente do preconceito. “É nossa responsabilidade usar nossa plataforma pública para mostrar à juventude que você pode ter uma vida completa e ter orgulho de quem você é”.

Orlando Silva celebrou a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) com relação a criminalização da homofobia, mas ressaltou que ainda considera insuficiente, inclusive do ponto de vista do combate à violência. “ Temos comissões importantíssimas da Casa que também se somam a construção de uma agenda LGTB+. Acredito que essa diversidade de comissões é reveladora da diversidade de pautas que nós precisamos construir com a comunidade LGBT+ no Congresso Nacional. A presença da bancada do PCdoB aqui é a renovação do compromisso com a agenda de luta da comunidade LGBTI+, que é a luta de todos os brasileiros”, afirmou. 

O presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, solicitou aprovação do Congresso Nacional de lei que criminaliza a homofobia e a transfobia e prevê mais segurança jurídica para essa população. 









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